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segunda-feira, 13 de abril de 2015

A benevolência do Senhor ressuscitado

Texto: Jo 20.19-29                                       

Culto 11/04/2015
            Eu não sei se alguém de vocês já passou pela amarga experiência de perder um familiar ou amigo, que simplesmente desapareceu ou foi dado por sumido.  A TV mostra seguidamente fatos envolvendo o desaparecimento de pessoas, principalmente de crianças.  A RPC tem um bloco de procura por familiares desaparecidos todas as segundas-feiras ao meio-dia. Muita angústia e lágrimas se manifestam na família envolvida. É o caso de um ex membro de uma congregação de Pelotas, RS, caminhoneiro, que foi assaltado no Mato Grosso há mais de 20 anos. Seu caminhão foi roubado, e ele até hoje não se sabe que fim tomou.  É um sentimento de grande alívio quando alguma pessoa desaparecida é localizada ou quando ela mesma retorna de novo para a família. 
Eu e a esposa sentimos isto na pele em 1990. Nossa filha mais nova, a Larissa, tinha seus 2 aninhos.  Certo dia ela resolveu ir atrás de uma vizinha que todos os dias, com uma filhinha no colo ou segurando pela mão, passava na frente da casa pastoral em Blumenau. Era um atalho que ela usava, por meio do mato, para chegar em casa no outro lado do morro.  Ninguém percebeu quando a Larissa sumiu.  Só depois de quase uma hora de procura e de muita angústia ela foi localizada por uma membra da congregação, que hoje mora na Suíça e que casualmente estava de visita à família pastoral naquela manhã.  Foi um grande susto e também um grande alívio.
            Uma situação semelhante viveram os discípulos de Jesus e todas as pessoas próximas a ele.  Era o grande dia da Páscoa dos judeus.  Jesus tinha ressuscitado, como lemos em Jo 20.  Ele tinha aparecido apenas a Maria Madalena. Ela então foi e contou aos discípulos que tinha visto o Senhor vivo.  Mas eles, apavorados e perplexos, com muito medo de que pudessem ter a mesma sorte de seu Mestre, se enfiaram atrás de portas trancadas.  O dia já estava quase chegando ao fim e parecia que para os discípulos a próxima noite seria mais uma noite mal dormida, devido ao medo, assim como acontece com cada um de nós quando vai dormir com medo de alguma coisa. Quem dorme quando vai deitar com medo?  Você consegue?
            Foi quando o Jesus ressuscitado mostrou-se pela primeira vez aos discípulos.  Imaginemos o ar pesado e carregado que os envolvia.  De repente aquele que eles consideram ter sido roubado se coloca no meio deles e fala, com aquela tão conhecida voz carregada de tons de amor.  Lágrimas de emoção e de alegria devem ter rolado das faces dos mais duros dentre eles!
            Quem, senão o próprio Cristo podia satisfazer o profundo anseio do coração humano neste tempo de confusão e tristeza que tinha dominado os discípulos?  Jesus não os acusa ou condena por o terem abandonado na quinta-feira à noite, depois de ter sido preso.  Jesus lhes anuncia a paz divina, a paz vitoriosa, ao se mostrar a eles vivo e vencedor.
            Paz.  Que coisa rara.  Confusões de toda a sorte se fazem presentes na vida das pessoas, sejam cristãs ou não.  De onde provêm?  Confusões são originárias da ausência de Jesus, são consequência da falta da paz de Cristo, da falta de paz com Deus!  A paz não é uma coisa imaginária.  Ela não pode ser comprada.  A paz verdadeira se constrói em cima da certeza de se ter um Deus amado, um Deus que perdoa, um DEUS BENEVOLENTE (que quer bem)!
            Temos a lembrar sempre que a grande expressão da bondade de Deus está no envio de seu Filho Jesus ao mundo.  Extasiado diante da expressão do amor de Deus, João escreve maravilhado: “Nisto conhecemos o amor de Deus, em que Cristo deu a sua vida por nós”, 1 Jo 3.16.  O fio de ouro que atravessa
as páginas das Escrituras está centralizado no Senhor da paz, que tantos desconhecem, e por isso são vítimas das mais variadas expressões de inquietação e confusão.
            Mas aos discípulos o Senhor ressuscitado apareceu para reforçar neles a confiança tão abalada com os últimos acontecimentos que se verificaram 2 dias antes.  Aos cristãos Jesus aparece no Evangelho para igualmente lhes reforçar a confiança em tantos momentos nos quais são assaltados pelo pavor e pelas tristezas e pela falta de paz.  Se Jesus hoje não aparece visivelmente a nós, então ele o faz pelas suas promessas, especialmente pelos 4 evangelhos, que especialmente falam da ressurreição de Cristo.
            Você tem muita confiança ou tem falta de confiança, você sofre de falta de paz, você sofre de falta de ânimo?  É porque você não está “vendo” com os olhos da fé, a sua visão espiritual em relação às promessas de Deus está fora de foco, você vive em dúvidas, tal como Tomé.  Deixe que ele abra os seus olhos.  Tome mais confiança nele.  Alegre-se, Jesus está aí, bem ao seu alcance.  Ele está presente também na Santa Ceia.
            Se acompanharmos o nosso texto lido, veremos que Jesus não só aparece para mostrar que tinha ressuscitado e para reforçar a fé e a confiança de seus apavorados seguidores.  Na segunda vez que ele apareceu ele teve que recriar a fé no incrédulo Tomé.   Por que Tomé duvidou da ressurreição de Cristo quando os outros 10 lhe contaram que já o tinham visto?  É por que Tomé não esteve lá com os outros quando Jesus apareceu pela primeira vez.  Não sabemos o motivo da ausência de Tomé entre os demais naquele dia.  Será que ele já não tinha se desligado ou estava se desligando da tarefa de apóstolo?  Não sabemos.  Mas Tomé esteve ausente, e sua ausência, o seu não estar ali foi um fator de perigo para a sua confiança em Cristo. Mesmo que os outros dissessem com toda a veemência que viram Jesus vivo, ele não se deixou convencer.
1)  É realmente sempre perigoso para os cristãos quando eles não estão lá, quando não se fazem presentes por motivos injustificáveis onde a presença de Jesus se encontra.  Onde?  Na Escritura em primeiro lugar.  A gente sabe que todos nós temos perguntas a respeito de doutrinas bíblicas.  Mas às vezes existem perguntas tão fáceis de serem respondidas que basta abrir as páginas da bíblia...... e ler.  Muitas dúvidas não existiriam nas mentes e corações de tantos cristãos se eles lessem a bíblia com atenção!  E por que eles não leem?  
Uns porque não têm a bíblia, outros porque a agitação da vida lhes rouba todo o tempo livre; outros porque a TV e seus programas mundanos é a voz que fala mais alto em seus lares e lhes enche a cabeça de passatempo e lhes corrói a vivência espiritual por causa da confusão que é semeada em suas mentes; e outros não tiram suas dúvidas à luz da Palavra porque sabem que amigos zombarão deles, dizendo que ler a bíblia é coisa de gente mal esclarecida ou coisa de “crentes”.  E por aí a fé em Jesus vai minguando....
            2) É perigoso também para a fé cristã quando os cristãos não estão lá nos cultos e na santa ceia, onde dúvidas são respondidas e a fé é confirmada e reforçada pelo ouvir e aprender da Palavra de Deus.  Cada mensagem e cada leitura da Palavra do Senhor na comunhão dos santos é um testemunho a respeito do Cristo ressuscitado.  As leituras de trechos bíblicos tem o objetivo de doutrinar, ensinar, mas também de REFORÇAR A FÉ, FORTALECER NA FÉ NO CRISTO RESSUSCITADO.
            3) E é perigoso também quando os cristãos não estão lá na comunhão dos fiéis, como Tomé naquele dia memorável não esteve com os demais.  Quando cristãos se afastam da família cristã, quando eles se retiram, eles não podem ser amparados quando neles surgem dúvidas de ordem espiritual, porque a liderança da igreja não pode cheirar que tal irmão ou tal irmã está tendo crises espirituais.  Aí, é questão de tempo muitas vezes para a negação da fé em Jesus acontecer.
            Talvez isto acima dito, que é perigoso estar ausente da presença de Cristo, onde o seu Evangelho se faz presente, seja até desnecessário dizer para a maioria de nós.  Mas será mesmo?  Quem de nós pode dizer que está livre das graves e perigosas tentações da dúvida, especialmente da dúvida sobre a ressurreição de Cristo?  Os apóstolos não estiveram livres, que dirá de nós.
            Vivemos num mundo altamente materialista e liberal.  A procura pelos bens materiais é muito grande.  Vivemos num mundo que nega veementemente a existência de Deus.  Quem dos presentes pode dizer que está livre de ser pego pelas ondas da incredulidade?  Quantas pessoas, talvez você conhece algumas, até de entre a sua família, só pensam em dinheiro e que dizem claramente que não acredita em Deus? Tomé teve que ser conscientizado de seu grave pecado, de duvidar do poder de Deus.  Jesus sacudiu a sua incredulidade e Tomé novamente creu nele.  Muitas vezes as pessoas envolvidas na incredulidade não se dão conta de já serem incrédulas.  Então é preciso que alguém diga isso a elas, que lhes pregue, que as pegue pela mão e lhes mostre o seu erro e sua rebeldia contra Deus, e então as conduze novamente a Jesus.  Por si só tais pessoas são incapazes de perceberem a sua falta de fé.  
O primeiro sinal ou sintoma de incredulidade de Tomé foi o seu afastamento da Palavra de Cristo.  Pessoas que se retiram talvez ainda não sejam descrentes, mas estão em vias de serem e de se tornarem “Tomés”.  Estão enjoadas do Evangelho porque estão enjoadas de Cristo. Quando se retiram da bíblia, dos cultos, da santa ceia e da comunhão cristã, aí procuram encontrar defeitos em todo o mundo, defeitos no pastor, defeitos na família do pastor, defeitos no presidente e na diretoria, defeitos em beltrano e cicrano, e usam isto como descarga de consciência.  Vivem no engano sem o perceberem!
            É preciso que nestes “Tomés” de hoje a fé em Cristo seja recriada.  É em sua bondade, em sua benevolência que Jesus
procura recriar a fé nos ausentes.  Ele não retira o seu Espírito Santo, mas faz com que ele trabalhe na consciência de quem vive no pecado de Tomé, que é a dúvida das promessas de Cristo, a fim de novamente reerguer os que caíram.
            Felizmente o exemplo de Tomé termina com o reconhecimento de seu pecado. Ele novamente crê no seu Senhor e confessa a sua fé no ressuscitado Senhor da vida. Tomé não desprezou a segunda oportunidade que Jesus lhe deu, como infelizmente Judas o fez.  Tomé se arrependeu e creu!
            Lembremo-nos que Deus faz proclamar a sua bondade, sua benevolência, seu bem-querer.  As dúvidas de ordem espiritual que surgem em todos nós têm um só endereço onde as podemos solucionar: No Evangelho do Senhor ressuscitado. Não sejamos Tomés afastados e descrentes.  Estejamos onde Jesus se encontra. Que o Espírito Santo nos conserve fiéis em Cristo.  Amém.

Rev. Heldo Bredow

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